No passado dia 27 de Fevereiro de 2018, foi realizada uma cerimónia de entrega de produtos à 06 (seis) comunidades e 08 (oito) associações agro-pecuárias do distrito de Marínguè.

O evento teve lugar na sede do distrito de Marínguè, marcando o encerramento do Projeto de Phatani Nfuma na Phaza no distrito de Maríngue, província de Sofala. Este projecto foi implementado pelo Centro de Ambiente e Desenvolvimento Comunitário (CADECO) como provedor de serviço, com o financiamento da Iniciativa para Terras Comunitárias (iTC-F), no valor de 3.723.700,00MT.

Trata-se do projecto do ciclo 2016, que beneficiou 6 comunidades, (Palame, Canxixe, Wanchite, Senga-Senga, Psico, Massapaua) e 8 Associações agro-pecuárias (Capimbe, Katia-2, Nhamacolomo, Nhacatondo, Senga-Senga, Bizar, Chinguamba e Salvação) abrangendo um total de 42.957 beneficiários dos quais 24.202 (56.3%) são mulheres. As comunidades estão localizadas nos Postos Administrativos de Canxixe e Súbuè.

Os 06 (seis) Comités de Gestão de Recursos Naturais receberam como produtos, Certidão oficiosa, agendas comunitárias de desenvolvimento, mapa de delimitação, mapa de zoneamento, publicação dos Estatutos no Boletim da República, NUIT e número de Conta Bancária do Comité, para além de NUITs de todos os membros dos Comités. Por sua vez as 08 (oito) associações agro-pecuárias receberam DUAT, a publicação dos Estatutos no Boletim da República, NUIT, número de Conta Bancária, para além de NUITs de todos os membros dos cada associação.

Participaram na cerimónia cerca de 150 (cento e cinquenta) pessoas, dentre as quais 63 (sessenta e três) eram mulheres. Destas estavam representadas diversas instituições governamentais, Administrador do Distrito, a Iniciativa para Terras Comunitárias (ITC-F), o CADECO, DPTADER, SPGC, Directores dos SDAE e SDPI locais, individualidades do poder tradicional, a comunidade em geral, assim como órgãos de comunicação social.

O evento foi marcado por muita emoção e entusiasmo dos beneficiários e do Governo local, uma vez que para além de legalizar as comunidades e os seus respectivos espaços, resolveu o conflito entre os Régulos Palame e Senga-Senga que datam desde o tempo colonial. A origem do conflito estava nos limites entre essas duas comunidades que não estavam bem claros, onde o Régulo de Senga-Senga estava mais preocupado com a floresta enquanto que o Régulo Palame estava preocupado com a população residente nas suas respectivas áreas. Com vista a solucionar o assunto, diversas tentativas foram feitas pelos vários parceiros incluindo o Governo que redundavam em fracasso.